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Entrevista com o instrutor Marco Carvalho

marco carvalho

O instrutor Marco Carvalho – conheça o blog que ele edita – dá sequência aos entrevistados da Unidade Alto da XV.

Quando e onde você conheceu Nossa Cultura?
Foi em junho de 2001, mais pecisamente no dia 16, uma sexta-feira, no John Bull. Quem conhece Curitiba sabe que é um dos bares tradicionais da cidade que toca rock, blues e jazz. Conheci através de uma menina que dançava como se ninguém estivesse olhando. Passei por ela algumas vezes e parei no balcão do bar para pensar em uma forma de começar uma conversa com ela. Ao me virar fui surpreendido pelo sorriso dela dizendo: “Oi! Hoje é meu aniversário.” Depois deste início inesperado, conversamos sobre várias coisas inclusive sobre a profissão dela. Fui convidado para fazer uma aula, ela me entregou posteriormente um livro chamado Tudo Sobre Yôga para que eu conhecesse mais sobre ela e sobre o que ela fazia. Quase dez anos depois estou aqui.

O que levou você a começar a praticar o Método DeRose?
Não teve exatamete um motivo. Eu conheci primeiro as pessoas, depois o método e me apaixonei pelos dois. Eu trabalhava em uma área que é mais difícil que ginástica olímpica: informática. O garoto de 16 anos é muito mais rápido e barato que você. Então, para continuar ascendendo na profissão, eu teria que parar de fazer o que gostava para assumir cargos administrativos e na época eu não queria aquilo. Eu trabalhava em uma área de erro zero. Naquele setor que o usuário comum desconhece e nem quer saber da existência. Eu só era chamado quando tudo tinha parado. Se eu falhasse em manter a rede e os servidores, a produção dos clientes parava e isso era um bocado estressante para mim e para eles. Sabe quando você vai ao mercado e não consegue pagar suas compras pois o sistema esta “fora do ar”, pois então, era eu quem eles chamavam para resolver. E, por um motivo, que não se explica, só se sente, eu resolvi chutar o balde e começar em uma área que não era “exata” apesar de todos os indicadores mostrarem que minhas aptidões estão nessa área.

Qual foi o seu primeiro instrutor e que lembrança você tem da primeira ou das primeiras aulas?
Foi aquela menina que dançava como se ninguém estvesse olhando. O nome dela é Sara Cadore. Lembro-me que fui para fazer a aula experimental e cheguei um pouco atrasado e acabei não fazendo. Na segunda vez, fiz e suei muito. Lembre-se: eu era sedentario, vivia atrás de um computador e não era adepto de nenhum esporte. Aliás criava intrincados motivos filosóficos de o porquê não fazê-los.

Quando decidiu se tornar instrutor do Método DeRose?
Quando eu vi que quanto mais velho você fica mais sábio você se torna. Na minha profissão antiga, quanto mais velho você fica, mais caro e mais dispensável você se torna

Quem é seu monitor? E o seu supervisor?
Hoje sou monitorado pelo Professor Rogério Brant e supervisionado direto do DeRose. Desde os primórdios, o Yôga vem sendo passado de professor a aluno há mais de 5000 anos. A figura do professor dentro de nossa cultura é mais como um tutor que lapida nossas habilidades, treina nossas potencialidades e nos faz enfrentar nossas falhas. Neste sentido o monitor que está mais próximo, cuida das questões técnicas e comportamentais corriqueiras. Já o supervisor é alguem em quem você confia muito, pois ele irá propor aprimoramentos que muitas vezes requerem uma disciplina grande.

Que coisas considera importantes quando transmite a nossa filosofia a seus alunos?
Que eles aprendam não somente a técnica, mas o arcabouço comportamental que exponencializa o poder da técnica. Eu gosto de comparar com a alimentação. A técnica seria: leve a comida até a boca e mastigue triturando bem os alimentos. A parte comportamental seria: o prato bem decorado, colorido, cheiroso, condimentado, saboroso, com uma ótima companhia em um ambiente preparado. Tudo para gerar uma experiência única. Com tudo isso, a técnica de levar a comida na boca e mastigar torna-se a questão mínima. É assim com todas as técnicas utilizadas pela Nossa Filosofia. São a parte menor e que podem ser melhor aproveitadas quando aprendemos a urdidura entre os conceitos e as técnicas.

Do que mais gosta em nossa cultura?
A forma como ela expande nossa visão, permitindo com que nós vejamos as coisas por outros ângulos permitindo assim que possamos realmene escolher aquilo que desejamos. Sem sermos escravos daquilo que é considerado “certo”.

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