Yôga e Educação Física: uma coisa tem a ver com a outra?
Yôga, bem orientado e bem praticado, é excelente. Educação Física, bem orientada e bem praticada, é excelente.
Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.
É impossível para o currículo da Educação Física dar conta do universo de práticas e conhecimentos abrangidos pelo Yôga. E nem é esse o objetivo da Educação Física. Que, aliás, tem suas próprias atividades com benefícios por todos conhecidos.
No entanto, veja a lista de algumas modalidades de Yôga e verifique se você consegue apontar uma faculdade de Educação Física que ensine – ou que venha a ensinar – sobre eles:
- Rája Yôga, o Yôga mental (técnicas de concentração e meditação);
- Bhakti Yôga, o Yôga devocional;
- Karma Yôga, o Yôga da ação (ética e comportamento);
- Jñána Yôga, o Yôga do autoconhecimento;
- Laya Yôga, o Yôga dos poderes paranormais;
- Mantra Yôga, o Yôga do domínio do som e do ultra-som;
- Tantra Yôga, o Yôga da canalização da sexualidade;
- Swásthya Yôga, o Yôga de raízes pré-clássicas, que compreende todos os anteriores;
- Suddha Rája Yôga, uma variedade de Rája Yôga medieval, pesadamente místico;
- Kundaliní Yôga, o Yôga do poder da libido para a iluminação;
- Siddha Yôga, o Yôga do culto à personalidade do mentor;
- Kriyá Yôga, o Yôga que consiste em auto-superação, auto-estudo e auto-entrega;
- Yôga Integral, o Yôga de integração nas atividades do dia-a-dia, especialmente na arte;
- Yôga Clássico, um Yôga árido e duro, visando à iluminação, mediante restrições sexuais e outras;
Entre outros.
O Yôga Antigo abrange diversas técnicas que também não são da alçada da Educação Física. Mesmo os ásanas, que são as técnicas orgânicas, envolvem outras sutilezas que não são dessa área que, costuma confundi-los com meros exercícios isométricos.
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